quarta-feira, 11 de março de 2015

Comportamento

Segundo Carl R. Rogers em seu livro Tornar-se Pessoa, o conhecimento que a ciência possui hoje sobre a personalidade e comportamento humano são grandes e profundos e podem ser utilizados para modificar a personalidade e o comportamento de um indivíduo de forma construtiva ou destrutiva, sendo assim, hoje podemos construir ou destruir pessoas.

O conhecimento é o segredo real para ser você mesmo. (Grifo e pensamento meu)

O pensamento acima sobre a terapia comportamental que Rogers expressa está no sentido de mostrar o quão perigoso pode ser manipular o ser humano, pois seu pensamento e proposta de terapia vão no sentido contrário a manipulação,  pois sua "técnica" por assim dizer,  consiste em trazer a tona quem se é realmente,  trazer o auto-conhecimento, uma visão positiva de si,  para com isso,  como resultado,  criar bons relacionamentos, se esse for o objetivo pessoal.

Particularmente, acredito que a aceitação de quem somos realmente é o primeiro passo pra qualquer coisa que quisermos ser ou fazer,  mas também vejo que somos moldados de acordo com nosso comportamento desde nosso nascimento,  a sociedade humana faz isso de forma um tanto quanto impensada,  ou seja, sem forma e regras explícitas e científicas,  mas o faz, para um indivíduo caber em um núcleo,  um grupo, de forma mais ampla na própria determinação de ser humano normal,  esse indivíduo precisa de certas convenções,  de certos comportamentos e isso nada mais é do que estar moldado a tal determinação.

E meu entendimento diz que boa parte das neuroses e questões psicológicas alteradas tem seu princípio neste ponto, o indivíduo tem resistência interna e profunda de moldar a si aos propósitos daquele grupo ou de qualquer tipo de convenção,  mas sabe que para ter XPTO, como por exemplo, sentir-se parte de algo, sentir-se aceito por um grupo, precisa se moldar, criando um grande conflito interno. Isso tudo não acontece às claras  na consciência,  mas de forma inconsciente resultando, penso, em neuroses, revoltas e depressões.

Lembrando que essas são minhas impressões, meus pensamentos sobre um mundo subjetivo do psicológico humano que venho estudando livremente através de leituras especializadas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Consciência Humana

Hoje dia 20 de novembro é comemorado o Dia da Consciência negra.
Desejo que daqui há alguns anos essa data de hoje seja comemorada como o Dia da Consciência Humana, pra lembrarmos que num passado a nossa espécie cometeu muitas atrocidades com a sua própria espécie e contra outras, como os animais, as vezes apenas por um prazer doentio, mas o mais importante desse dia será saber que em algum momento o ser humano acordou, tomou consciência de sua humanidade, deixou de lado suas diferenças anatômicas e se percebeu humano.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Infância não é carreira e filho não é troféu



Fonte:todacriancapodeaprender.org.br


Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria então sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.


O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.


Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffngton Post -, o que não só a entristeceu mas também a irritou foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.


Para contrapor às listas indicadas pelas mães, em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100, Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem que uma criança deve saber.


Veja alguns exemplos abaixo: 
Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos. 
Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações. 
Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará. 
Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação. 
Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas. 
Deve saber que o mundo é mágico e ela também. 
Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa. 
Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante. 


E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber: 
Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente. 
Que o fator de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros. 
Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas atividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada. 
Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta. 
Que nossos filhos necessitam nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das atividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles. 


Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?


Muito menos do que pensamos e muito mais!


Para ver o artigo completo, clique aqui.




http://iadparana.com.br/infancia-nao-e-carreira-e-filho-nao-e-trofeu/

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

No ensino superior, 38% dos alunos não sabem ler e escrever plenamente

Acredito que isso só irá parar de acontecer quando o ensino superior mudar, vejo diferente, a mudança deve ser de cima para baixo, o ensino deve mudar para a universidade, pois é ali que os professores são formados, é ali que aprendem a serem professores, profissionais, se forem ensinados com qualidade e com os mesmos métodos que irão aprender, poderão utilizar de maneira orgânica, e não aceitarão menos que o ótimo em seu trabalho.
Enquanto o governo insistir em mudar o ensino básico primeiro, não haverá profissionais competentes para essas mudanças...
Loucura é ficar repetindo as mesmas ações sem parar, e essa é a história da educação, exercem mudanças no lugar errado, desde sempre.

Pena...




LUIS CARRASCO, MARIANA LENHARO - O Estado de S.Paulo


Entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa. O indicador reflete o expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade.



Criado em 2001, o Inaf é realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos. Elas respondem a 38 perguntas relacionadas ao cotidiano, como, por exemplo, sobre o itinerário de um ônibus ou o cálculo do desconto de um produto.

O indicador classifica os avaliados em quatro níveis diferentes de alfabetização: plena, básica, rudimentar e analfabetismo (mais informações nesta pág.). Aqueles que não atingem o nível pleno são considerados analfabetos funcionais, ou seja, são capazes de ler e escrever, mas não conseguem interpretar e associar informações.

Segundo a diretora executiva do IPM, Ana Lúcia Lima, os dados da pesquisa reforçam a necessidade de investimentos na qualidade do ensino, pois o aumento da escolarização não foi suficiente para assegurar aos alunos o domínio de habilidades básicas de leitura e escrita.

"A primeira preocupação foi com a quantidade, com a inclusão de mais alunos nas escolas", diz Ana Lúcia. "Porém, o relatório mostra que já passou da hora de se investir em qualidade."

Segundo dados do IBGE e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), cerca de 30 milhões de estudantes ingressaram nos ensinos médio e superior entre 2000 e 2009. Para a diretora do IPM, o aumento foi bom, pois possibilitou a difusão da educação em vários estratos da sociedade. No entanto, a qualidade do ensino caiu por conta do crescimento acelerado.

"Algumas universidades só pegam a nata e as outras se adaptaram ao público menos qualificado por uma questão de sobrevivência", comenta. "Se houvesse demanda por conteúdos mais sofisticados, elas se adaptariam da mesma forma."

Para a coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão, o indicativo reflete a "popularização" do ensino superior sem qualidade. "No mundo ideal, qualquer pessoa com uma boa 8.ª série deveria ser capaz de ler e entender um texto ou fazer problemas com porcentagem, mas no Brasil ainda estamos longe disso."

Segundo Vera, o número de analfabetos só vai diminuir quando houver programas que estimulem a educação como trampolim para uma maior geração de renda e crescimento profissional. "Existem muitos empregos em que o adulto passa a maior parte da vida sem ler nem escrever, e isso prejudica a procura pela alfabetização", afirma.

Jovens e adultos. Entre as pessoas de 50 a 64 anos, o índice de analfabetismo funcional é ainda maior, atingindo 52%. De acordo com o cientista social Bruno Santa Clara Novelli, consultor da organização Alfabetização Solidária (AlfaSol), isso ocorre porque, quando essas pessoas estavam em idade escolar, a oferta de ensino era ainda menor.

"Essa faixa etária não esteve na escola e, depois, a oportunidade e o estímulo para voltar e completar escolaridade não ocorreram na amplitude necessária", diz o especialista.

Ele observa que a solução para esse grupo, que seria a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ainda tem uma oferta baixa no País. Ele cita que, levando em conta os 60 milhões de brasileiros que deixaram de completar o ensino fundamental de acordo com dados do Censo 2010, a oferta de vagas em EJA não chega a 5% da necessidade nacional.

"A EJA tem papel fundamental. É uma modalidade de ensino que precisa ser garantida na medida em que os indicadores revelam essa necessidade", diz Novelli. Ele destaca que o investimento deve ser não só na ampliação das vagas, mas no estímulo para que esse público volte a estudar. Segundo ele, atualmente só as pessoas "que querem muito e têm muita força de vontade" acabam retornando para a escola.

Ele cita como conquista da EJA nos últimos dez anos o fato de ela ter passado a ser reconhecida e financiada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). "Considerar que a EJA está contemplada no fundo que compõe o orçamento para a educação é uma grande conquista."

Ausência de comunicação na família e os reflexos na convivência social

ANAIS DO CONGRESSO INTERNACIONAL MOVIMENTOS DOCENTES Volume VI – 2021  pg. 733 ISBN: 978-65-88471-34-0 DOI: 10.47247/VV/MD/88471.34.0   RESU...