sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Ser Humano Completo de Wallon - Parte 2



No artigo e vídeo anteriores falei que gosto bastante de Wallon e para reafirmar isso resolvi aprofundar um pouquinho mais em sua visão; acho que ele é pouco refletido principalmente no contexto escolar, vejo que a escola poderia ser muito melhor se o levassem em consideração, se bem que na verdade acho que são muitos os autores a ser levados em consideração, não como técnica ou método, mas como informação sobre como lidar com o ser humano em formação, compreendendo as fases naturais de maturação e desenvolvimento humano,  biológico e psicológico.

Então estamos aqui para uma continuação da psicogênese da pessoa completa de Wallon.

Wallon afirma que a construção do eu corporal é a condição para a construção do eu psíquico e isso começa a ocorrer a partir do segundo ano de vida, mais ou menos por volta do terceiro ano a criança entra em oposição a praticamente tudo o que o adulto oferece a ela, é a fase no não, nesse momento essa criança está se diferenciando do outro e do meio ambiente.
Aqui a criança passa a se reconhecer como diferente do outro e do ambiente em que vive, pois desde o ventre materno essa criança vive meio que em simbiose, a princípio com a mãe e depois com as pessoas ao seu redor, inclusive com seu meio ambiente e objetos que a cercam.

Nessa fase de diferenciação é muito importante que a criança perceba-se bela e amada, pois ela está construindo a sua autoimagem e percepção corporal dando início a sua formação  psíquica, ou seja, quem se é, e para se reconhecer e se perceber no futuro como uma pessoa inteira, de bem consigo mesma e pertencente à algum lugar é nessa fase que devemos dar ênfase as qualidades e percepções sobre si.

A fase do não existe para justamente para que haja compreensão do que 'eu' quero para o que o outro quer. Mesmo que a criança queira o que está sendo oferecido a ela, a princípio ela responde não, exemplificando: Quer almoçar? - Não! Mas você deve estar com fome, já é horário do almoço, quer almoçar? - Não! Hummmm, eu fiz batatinha que você gosta. - Tá bom, batatinha!

Essa crise de oposição volta a ocorrer na adolescência de outra forma, essa fase apoia-se em argumentos intelectuais e nos aspectos emocionais, o jovem sente a vida intensamente, mas consegue refletir e argumentar sobre o que sente. Essa fase ocorre quando o jovem precisa reconstruir a sua personalidade, preparando-se para ser adulto, ele expressa seus sentimentos com todo o corpo, lembrando que nessa fase seu corpo está fervilhando com os hormônios e as mudanças, preparando-se para a reprodução e amadurecimento.
Nesta fase mímicas, gesticulações, gritos, altas gargalhadas e movimentações físicas, fazem parte do cotidiano do jovem adolescente, que está reconstruindo a sua identidade, é como se tudo o que recebeu do mundo (dos pais, família, escola e comunidade) até aqui, fossem postos a prova e esse jovem precisa reorganizar essas informações para consolidá-las ou renová-las.

Passa a amar o desconhecido e as novidades do mundo, é como se uma grande porta se abrisse e ele percebesse que o mundo é muito maior do que era antes, somando-se a intensidade dos sentimentos e hormônios, tudo o que está do lado de fora se torna, por demais, atrativo .
Para Wallon esse período confere ao jovem uma capacidade de representar mentalmente uma pessoa, uma cena ou uma situação é ampliada de tal modo que o limite entre o real e o imaginário torna-se bem pequeno. A criatividade está altamente favorável.

Sendo essa uma fase de muita curiosidade e descobertas é de se pensar normal ser uma fase de oposição, pois descobre um mundo bem maior do que o que lhe foi oferecido até então, que existem coisas diferentes a serem descobertas e provadas e que pode ser que ele prefira outras vertentes que não somente aquilo que lhe foi oferecido. Existe um lado muito positivo nessa fase que se abre para o conhecimento de outras culturas e pessoas, ampliando os conhecimentos e possibilidades, ainda mais na atualidade, mas há também as curiosidades negativas como a curiosidade para as drogas e outras situações.

Creio que de posse dessas informações é possível diminuir os conflitos entre adultos e adolescentes, bem como em sala de aula.

No que tange a afetividade, para Wallon as emoções são reações organizadas e que atuam sobre o sistema nervoso central, principalmente no primeiro ano de vida. Os adultos por exemplo costumam utilizar o pensamento antes de reagir a alguma emoção, ou seja, existe uma ponderação, que a meu ver passa pelas experiências, por toda uma aprendizagem já construída na vida, ponderando a necessidade de reação.
Lembrando que mesmo no adulto nem sempre isso ocorre, há emoções que são reativas de imediato, não há tempo hábil para refletir, como numa situação de susto intenso.
Sendo assim, as emoções estão relacionadas ao próprio ser, ou seja, ao corpo físico.

As emoções são acompanhadas de alterações orgânicas como aceleração dos batimentos cardíacos, mudanças no ritmo da respiração, dificuldades na digestão, secura na boca, etc, além de alterações faciais e posturais e na execução dos gestos, perceptível para quem os vê, ou seja, todas as emoções estão vinculadas as alterações do tônus muscular.

Com a evolução das etapas, o recurso da fala e a representação mental no indivíduo faz com que as reações afetivas possam ser provocadas por situações abstratas e ideias, e ser expressas por palavras e não somente por atuação muscular. É a linguagem em benefício da afetividade.

Neurologicamente falando, a função tônico-postural é responsável pela regulação da musculatura e está a serviço da expressão das emoções e atuam também como produtoras de estados emocionais criando assim um estado de reciprocidade entre o movimento e a emoção.
Outro ponto importante sobre a postura emocional do corpo é que essa atividade do tônus muscular permite que tenhamos consciência do nosso próprio estado emocional e do outro também.

Wallon afirma ainda que a emoção é a forma primária do indivíduo de adaptação ao meio e mais a frente tende a ser suplantada pelo intelecto. O intelecto é objetivo e as emoções podem afetar essa objetividade e diminuir o desempenho intelectual devido a subjetividade emocional.

A meu ver o ser humano sempre sente primeiro, mesmo na fase adulta, mas a partir da adolescência passa a modular esse sentir através do refletir, capta pela emoção e a pensa, argumenta consigo mesmo e depois transforma em palavras ou gestos, comunicando, expressando esse sentimento já pensado. Lembrando que se a emoção for intensa ou a partir de um susto, por exemplo, a resposta física é imediata;
E, além de ter como primeira porta para o mundo o sentir, desde o útero já existe conexão com o cognitivo, não de forma consciente, mas tudo o que é sentido já é registrado pelo cognitivo para que se crie uma rede neuronal dessas experiências e sensações que com o tempo serão conscientes pelo indivíduo.

Heloisa Dantas diz que a razão nasce da emoção e vive da sua morte.
Vejo que essa frase resume bem o 'pacote' de explicações de Wallon nesse momento.

A linguagem é o instrumento e o suporte indispensável aos progressos do pensamento. A linguagem exprime o pensamento ao mesmo tempo que age como estruturadora do mesmo.
O impacto da linguagem sobre o desenvolvimento do pensamento e da atividade global da criança é imenso.

Pensando na motricidade, que para Wallon é a expressão física da afetividade, podemos afirmar que a atividade muscular existe mesmo sem deslocamento do corpo no espaço. A musculatura possui função cinética (movimento) e função tônica (postural) determinado pelo tônus muscular, ou seja, atua sobre si mesmo, através de grupos musculares que se contraem e relaxam sustentando a postura.
É nesse momento que minha outra área de atuação profissional, a fisioterapia fala por experiência, a postura do sujeito fala muito sobre o que se passa internamente em seus processos psíquicos, não só fala, mas deixa marcas registradas como vícios posturais, ou seja, sempre que o indivíduo for pensar sobre a sua vida financeira, por exemplo, ele adquire a mesma postura de reflexão, ou sempre que for ler o jornal tem uma postura adquirida para esse momento também.
O indivíduo consolida certas posturas para certos tipos de reflexões, o que infelizmente pode levar a lesões consideráveis no corpo, como escolioses, dentre outras.

Resumindo a motricidade é a expressão através do corpo do que ocorre nos processos internos do indivíduo, tanto no âmbito afetivo como racional, sendo assim, temos a noção de que não somente o fator intelectual que ativa a cognição, mas a emoção, a postura e o movimento também, tanto no movimento de dentro para fora, como de fora para dentro.

Wallon dá o nome de disciplinas mentais para o momento em que o indivíduo passa a ter o controle voluntário dos movimentos através do pensamento, do seu querer realizar, ocorrendo por volta dos 5 aos 11 anos. E afirma que a escola  é muito importante na consolidação das disciplinas mentais, ou seja, nesse refinamento humano que sai da instabilidade do psicomotor para os atos mentais onde o movimento é pensado.
Sendo bem nessa fase que a escola precisa atuar de forma mais equilibrada sobre a psicomotricidade

A psicogênese da pessoa completa de sua teoria suscita uma prática que atenda as necessidades da criança nos planos afetivo, cognitivo e motor e que promova o seu desenvolvimento em todos esses níveis.

A ótica walloniana constrói uma criança corpórea, concreta, cuja eficiência postural, tonicidade muscular, qualidade expressiva e plástica dos gestos informam sobre os seus estados íntimos. Supõe-se que a sua instabilidade postural reflete nas suas disposições mentais, que a sua tonicidade muscular dá importantes informações sobre seus estados afetivos.
O movimento é um fator ativo para a aprendizagem em todas as idades, sendo a imobilidade mais um obstáculo do que um benefício.

A atenção e concentração também são possíveis no movimento, pense numa criança brincando e totalmente absorvida pela situação, em total concentração, ela brinca em movimento e está concentrada, pegue essa mesma criança e a coloque sentada olhando para algum objeto de estudo, provavelmente perderá o interesse rapidamente e não ficará concentrada.
Em muitos casos são as variações posturais que permitem a manutenção da atenção na atividade.
Aristóteles nascido a quase 3.000 anos atrás criou um método para suas aulas, chamado de aulas peripatéticas, onde caminhava com seus alunos enquanto explicava, pois para ele o fluxo dos pensamentos fluia melhor.

O meio escolar é muito importante para apoiar as diferentes etapas do desenvolvimento e deve ser muito bem explorado. A escola deve planejar suas atividades não só pelo tema, mas pela extensão do seu espaço, planejando e pensando na necessidade de cada fase do ser.

É bom lembrar, que a escola ao possibilitar uma vivência social diferente do grupo familiar, desempenha um importante papel na formação da personalidade da criança. Quanto maior a diversidade de grupos de que participar, mais numerosos serão seus parâmetros de relações sociais, enriquecendo sua personalidade.
Vejo que nesse caso, essas relações a princípio devem ser mediadas, um adulto consciente mediando as diversidades sociais para o enriquecimento dos grupos, ou seja, para que todos os grupos absorvam esse convívio social de forma positiva.

Assim como Wallon dizia, é necessário buscar apoio nas mais diversas áreas do conhecimento humano para oferecer suporte a pedagogia e educação, e não somente na psicologia. Felizmente é preciso ir além quando se trata da lide com o outro, principalmente porque seres estão sendo formados através de toda a experiência que vivem, estímulos positivos bem pensados, podem reconstruir uma nação; e agora me apoiando um pouco em Freud, o exercício da pedagogia e da arte de ensinar, não é para qualquer pessoa, até porque pode ser considerada uma tarefa impossível, pois envolve muito amor, conhecimento e esvaziamento de si.


Espero que tenha me feito compreender, até a próxima (:




quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O Ser Humano Completo de Wallon e a Aprendizagem



Como vocês podem perceber tenho escrito e falado muito sobre o ser humano inteiro, sobre globalizar o ser humano, na necessidade urgente de trabalhar uma educação emocional no ser desde o seu nascimento, parte de minha fala vem da teoria de Henri Wallon, médico, psicólogo e filósofo francês do início do século passado e que deixou como legado uma visão humanista do mundo e da educação.
Em 1947 fez as bases da educação francesa tremerem com suas teorias, como a da não reprovação escolar através das avaliações, as famosas provas, levantando a bandeira da afetividade, e que o desenvolvimento intelectual envolve muito mais do que o pensamento lógico.

Fazendo um adendo aqui, sou uma pessoa que defende a progressão da educação, desde que empregada com qualidade e respeito ao entendimento do porquê da não reprovação, do sentido de se utilizar disso enquanto método, coisa que infelizmente não aconteceu e como sempre aquilo que não é compreendido gera problemas incomensuráveis, assim como foi o emprego do construtivismo como técnica, erro profundo e coleção de problemas na educação por conta disso. Mas isso é assunto pra outro momento.

Wallon fundamentou suas ideias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa. Percebe o movimento e as emoções como atuantes conjuntos e assume que o movimento começa desde a vida fetal.

Se pensarmos que o movimento quase sempre é uma reação, que antes dele existir ocorreu uma percepção, uma emoção e/ou sentimento, um processamento dessas informações para depois como resposta um movimento, por menor que seja, um movimento, a interação do feto com o mundo já está em processo de aprendizagem, de coleta de informações.

Ele também afirma que a criança tem sua própria lógica de pensamento e que esse pensamento é carregado de afetividade, fora do mundo da lógica, pois ocorre por sincretismo, ou seja, a criança reúne todas as informações que possui, reais ou de suas brincadeiras e fantasias e aplica como explicação daquilo que acredita ser algo. Um tanto parecido com as hipóteses de Emilia Ferreiro.

Em ambos os casos, tanto do sincretismo como das hipóteses é com a orientação dos adultos, por meio dos estímulos recebidos sobre o que vem a ser o mundo ao redor dessa criança é que ela passará a compreender os mais diversos assuntos de forma lógica.

Sobre a escola Wallon determina que por ser uma instituição social deve promover a continuidade da socialização e deve desempenhar o papel de integralizar o social e o individual formando ambos. Compreende o ser humano como social e histórico, como ser biológico e material e ainda como emocional, dando maior enfoque nesse ponto, pois para ele, para compreender o pensamento humano é necessário compreender seu emocional.

Venho dizendo desde o primeiro momento, onde determino o ser humano e suas partes que em pleno caminhar do século XXI sejamos incapazes de perceber que somos muito mais do que seres lógicos e racionais, e que nossa educação é muito falha por não trabalhar todos os nossos aspectos e potencialidades, e que para termos um mundo completamente globalizado e rumo a evolução precisamos de seres humanos globalizados, com condições de ver a si e ao outro com respeito e compreensão, de se ver no outro e isso inclui o plano físico e terrestre como nossas ruas e cidades, bem como nossa casa planetária, que infelizmente acaba passando despercebida por grande parcela da humanidade.

A educação emocional, deve existir para orientar o ser humano a ser humano e não para ser útil quando em caso de conflitos emocionais e doenças psíquicas.
E existe tão mais a ser visto e reorientado, que essa é só a ponta do início.

Bem.... Por hoje é isso, até breve!


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

“Se Fazer Sozinho” e a Aprendizagem de Vigotsky

Nessa semana me peguei pensando num assunto que vez ou outra surge em minha mente, quase sempre por causa de uma conversa com pessoas conhecidas ou apenas uma conversa alheia que chega aos meus ouvidos, com um tema recorrente que é a “Pessoa que se faz Sozinha, sem a ajuda de absolutamente ninguém”.

Normalmente essas histórias são ricas e cheias de superação, onde o personagem principal sai de uma condição desfavorável, passa por dificuldades mil e chega a sua meta desafiando todas as improváveis condições e vence.
Mesmo compreendendo o contexto dessas histórias e situações, quando ouço essa frase em minha mente vem a questão social do ser humano e sua inabilidade com as questões emocionais.

Não estou dizendo que essas histórias não são reais ou que essas superações não têm valor, longe disso, apenas que mesmo que indiretamente é impossível alguém se fazer sem no mínimo o exemplo de outra pessoa.

Somos seres sociais, ou seja, nossa formação humana depende de outros seres humanos, e para vivermos como tal sempre iremos nos espelhar em outros seres humanos, seja de forma positiva ou negativa, algum exemplo nos impulsiona a seguir (ou não) nossos objetivos.

Segundo a Teoria de Lev Vigotsky sobre A Construção do Pensamento e da Linguagem, o pensamento e a linguagem trata-se de uma atividade de fundo social na qual o homem se forma e interage com seus semelhantes e seu mundo numa relação intercomplementar de troca. A relação entre o homem e o mundo passa pela mediação do discurso, pela formação das ideias e pensamentos através dos quais o homem apreende o mundo e atua sobre ele, recebe a palavra do mundo sobre ele e funda a sua própria palavra sobre o mundo.

Pensando na linguagem das crianças podemos afirmar que os adultos acabam direcionando-as pelas suas palavras e com uma linguagem já cheia de significados prontos, os adultos fornecem o caminho para as crianças seguirem, mas nunca como pensar, isso é e sempre será próprio de cada fase da construção intelectual de cada um.

Na prática a criança não é inteiramente livre no processo do desenvolvimento dos significados da palavra e da linguagem de uma forma geral, pois o mundo em que é inserida já é pronto e enquanto humanidade precisamos repassar tudo o que desenvolvemos até aqui para dar continuidade a nossa espécie.

Podemos ver o mesmo comportamento em outras espécies, como quando uma gata ensina seus filhotes a se limpar ou a caçar, está ensinando suas crias a serem o que são, nesse caso gatos, é o que fazemos, ensinamos nossos filhos e descendentes da nossa espécie a serem humanos, com toda a carga que temos de descobertas sobre o mundo em que vivemos, preparando-os para que em algum momento façam mais descobertas e atuem sobre esse conteúdo modificando-o e enriquecendo-o tanto em qualidade como em quantidade, podemos afirmar que a diferença crucial é a nossa organização social, repassamos nossa experiência num primeiro momento em uma pequena sociedade chamada núcleo familiar e em outro momento nas escolas.

Após todo esse embasamento em Vigotsky pergunto:
- Podemos nos fazer sozinhos?

Não, sozinhos de tudo não, no mínimo exemplos a seguir nós teremos, pode não ser em casa, pode não vir dos pais, mas de algum amigo, vizinho, parente e até de pessoas a distância como na televisão, mas sempre haverá algo que estimule a criança a seguir aquele exemplo e a se formar enquanto ser humano e que venha de outro humano.

Sei que essa fala “Se fazer sozinho” vem carregada de emoções, como perda, solidão e abandono, que ela significa muito mais do que apenas a nossa linhagem humana, o que me leva a falar mais uma vez sobre minha visão da aprendizagem e a impressão que colhemos do mundo, a princípio feita por via afetiva-cognitiva.

Logo, impossível separar nossa construção humana dos nossos sentimentos e emoções, bem como os sentimentos do raciocínio lógico ou habilidades motoras, enfim, o ser humano, a meu ver, tem como porta principal o sistema emocional para realizar absolutamente qualquer coisa, ele sente algo primeiro, depois processa e age.

Somos biológicos por condição anatômica e fisiológica, sociais por desenvolvimento enquanto espécie e emocionais por condição mental e/ou espiritual (sendo que não nada aqui de contexto religioso).

Espero que tenha me feito compreender.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A Aprendizagem na Construção da Vida


Há alguns dias dei início a uma série de artigos focados no ser humano e seu desenvolvimento,  no primeiro falei sobre o que vinha a ser o ser humano pelo meu olhar, depois expliquei a jornada humana, ou seja, onde se dá o início de nossas vidas e ainda comparei com a linha histórica do ser humano desde o início do hominídeo até os dias atuais, o homo-sapiens-sapiens, dei prosseguimento com outra jornada, mas dessa vez algo mais mental, que é a jornada da aprendizagem, onde determinei minha visão sobre o início da aprendizagem humana e que ela se dá já dentro do útero enquanto feto, demonstrando que não somos vazios de informações e sentidos quando nascemos, e no artigo anterior falei sobre a aprendizagem na prática e como se dá a construção dessa aprendizagem, aliás construção é uma palavra muito utilizada por mim em todos os artigos e pra quem acompanha no YouTube também falada .

A Construção é algo que ocorre num fluxo diário e faz parte de tudo o que fazemos, temos e sentimos, nada em nosso mundo aconteceu do dia para a noite, sempre passo a passo em ritmo de construir a cada dia um bloquinho rumo ao que temos no aqui e agora, seja positivo ou negativo, e toda essa construção tem como resultado final aprendizagem de alguma coisa, seja, moral, emocional, física (uma casa por exemplo), biológica e anatomicamente (músculos ‘sarados’ ou uma doença), tudo ocorre passo a passo. Hoje mesmo, num atendimento fisioterápico um paciente de 74 anos não compreendia o porquê da sua condição atual, porque segundo ele não havia motivos para estar de repente com tanta dor, visto que nunca na vida dele havia passado por nenhum processo doloroso ou inflamatório.
Minha resposta se deu, dentre outras, com essas perguntas: - Durante os últimos 30 anos o Senhor se exercitou alguma vez? Pensou sua alimentação? Se preocupou em sentar corretamente enquanto trabalhava?

Todas as respostas foram negativas.

Sendo assim, disse eu, há uma colheita sendo feita, há pessoas que devido a uma série de fatores somado a uma construção positiva em seus corpos, ainda assim por uma série de questões hereditárias, neste mesmo momento estão colhendo algumas dores e problemas estruturais, o Senhor aparentemente teve uma ajuda hereditária e somente agora que seu corpo reclamou, mas isso não significa que estava tudo bem e que do nada os problemas começaram, simplesmente houve uma construção negativa e dolorosa, mas real.

Com esse exemplo, pretendo bater novamente numa mesma tecla e que tem tudo a ver com a educação e a forma como vemos o ser humano, precisamos de educação emocional (desde o berço), social, filosófica (reaprender a pensar e a questionar) biológica-corporal (muito mais que aulas de ciências e de educação física) e sobre vivência humana, como sobreviver no dia-a-dia, por exemplo aprendendo a cozinhar e a reparar alguns defeitos em nossas casas, pode parecer até um retrocesso, pois hoje temos acesso a técnicos, mas nem sempre é possível resolver rapidamente, e certas noções são necessárias, não estou falando de formação técnica, mas de formação básica para necessidades diárias.

Mas a principal de todas essas está condicionada a formação emocional e capacidade de compreensão do eu e do outro, de se perceber incluído numa família, comunidade, sociedade, cidade, estado, país, continente, planeta e universo, do qual fazemos parte e do qual não dá pra fugir, que por mais que acreditemos que fizemos tudo certo teremos que arcar com as consequências de nossos atos e crenças, pois podemos ser cegos na plantação, mas a natureza se encarrega de entregar uma colheita com visão perfeita.

E se depois dessa colheita não houver aprendizagem, como funciona? Um novo ciclo de plantação cega num terreno sem preparo se inicia e provavelmente num futuro já mais próximo um novo problema chegará, culminando numa piora, uma colheita em busca de aprendizagem.

Nossa vida é preparada para a aprendizagem, estamos aqui nitidamente para aprender enquanto nos desenvolvemos, para evoluir e propagar nossa existência na linha do tempo, mas precisamos mudar urgente nosso pensamento sobre o que e como ensinar, pois nossa consciência está um tanto entorpecida com o raciocínio lógico e fragmentado criado no decorrer do nosso mundo moderno.

Não adianta globalizar apenas o planeta, se o ser humano for fragmentado teremos uma sociedade fraca e sempre em busca de alguém para seguir e ninguém pra liderar.

Até a próxima J







segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Aprendizagem na Prática

Ao falar de aprendizagem na prática a primeira pessoa que me vem à cabeça quando penso nisso é Emilia Ferreiro, psicolinguista argentina, atualmente com 79 anos, foi aluna de Jean Piaget em seu doutorado na universidade de Genebra, onde aprendeu sobre sua teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento da criança, a epistemologia genética, seguiu a linha de pensamento de Piaget, apontando seus estudos para a área da língua escrita. 

Com certeza Ela foi a primeira pessoa que conseguiu desvendar a teoria da aprendizagem de Piaget e compreender o seu uso na prática. 
Juntamente com a espanhola Ana Teberosky em 1979 publicou a Psicogênese da Língua Escrita, conhecimento comprovado na prática desde 1974 na universidade de Buenos Aires.
Ferreiro deixa claro que os profissionais da educação continuam à espera de um método de ensino.

A meu ver, esse assunto é um mito, sendo totalmente desnecessário se armar de técnicas, pois a questão principal HOJE é traduzir essas teorias, ou seja, compreender a fundo o que cada uma delas significa na atuação do ser humano aprendente e utilizar esse conhecimento na prática, exatamente como fez Emilia, na prática, com cada aluno em particular, desmetodizando a escola.

Emilia percebeu que as crianças levantavam hipóteses sobre o que era a escrita e a leitura, sendo assim, a visão de Emilia Ferreiro sobre a construção da língua escrita é de que as crianças têm que reconstruí-la para poderem apropriar-se dela, ou seja, repensam aquilo que veem sendo empregado pela sociedade e de acordo com o entendimento de mundo que tem definem como utilizar, como empregar e por fim como escrever e ler.
Esse termo “construção” possui o mesmo peso conotativo de Piaget, ou seja, o real existe fora do sujeito, no entanto é preciso reconstruí-lo para conquista-lo.
Hoje temos o apoio da ciência contemporânea como a neurociência que comprova o que ocorre em nosso cérebro durante a aprendizagem, temos todas as respostas? Ainda não, mas estamos num caminho sem volta a elas.

De acordo com os neurocientistas Cosenza & Guerra (2001), é através do cérebro que tomamos consciência das informações que chegam pelos nossos sentidos e processamos essas informações comparando-as com nossas vivências e expectativas, sendo então a parte mais importante do nosso sistema nervoso.
Afirmam também que os professores podem facilitar o processo de aprendizagem, mas que a aprendizagem é um fenômeno individual e privado e vai obedecer às circunstâncias históricas de cada um de nós, sendo assim, todos nós temos uma unicidade, características únicas e peculiares para entender, compreender e aprender, temos impressões diferenciadas sobre o mesmo assunto, como podemos então aprender o mesmo conteúdo da mesma forma? Como podemos estabelecer que a maneira X é a correta para que todos na sala de aula apreendam?

Acredito, por análise própria e livre, que um dos grandes fatores a contribuir para que tenhamos nossas peculiaridades é nosso sistema emocional, creio que ele é o que chega a frente de cada estímulo que recebemos, dos estímulos que nos apropriamos, e através do que sentimos pautamos nosso entendimento.
Por esse motivo defendo que a educação está muito alheia as necessidades dos seres humanos da atualidade e que a formação tecnicista, digo aqui, a formação voltada ao profissional, ao ser que propaga a história da humanidade está fadada ao erro.

Precisamos de escolas que formem seres humanos capazes de desenvolver autoconhecimento, autopreservação, conhecimento do outro, do mundo ao seu redor, de uma ecologia humana, geográfica e planetária, e não estou levantando uma bandeira verde, mas algo muito maior que isso que é o comprometimento com o respeito em todas as suas formas.
Respeito não é apenas dizer Senhor e Senhora, nem ser educado com os mais velhos, respeito é um conceito tão amplo que mora nos detalhes.

O conhecimento generalizado e técnico está livre na internet e pode ser acessado a qualquer momento. O respeito a vida das espécies em geral, bem como a qualidade dessas vidas está deixando a desejar.
Educação emocional, educação humana global para uma era de globalização planetária é a resposta para um futuro digno.

Link para o Canal no YouTube - Pedagogia da Evolução -  Pedagogia na Prática 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Mais uma jornada: A Aprendizagem Humana

No artigo anterior, finalizei dando o meu parecer sobre o momento em que se inicia a aprendizagem, e isso se dá em nossa formação e desenvolvimento no ventre de nossas respectivas mães.
A princípio, temos uma integração através do sensorial (sentidos) como a percepção do claro e escuro, seguido de um momento mais emocional, e num próximo o social que se dá pelo reconhecimento das figuras materna, paterna e quem mais participar diariamente desse laço familiar e da gestação propriamente dita.
O bebê, desde a sua concepção está construindo um mundo de informações variadas em si mesmo, se apropriando de sua condição humana a cada fase.
Logo, temos um feto que capta, sente e reage a emoções, tem percepção e reação sensorial e que cria laços sociais através da convivência com os envolvidos na gravidez.
Como podemos acreditar que esse bebê está completamente vazio de informações?
Essa nova vida, já chega com a sua pequena carga de informações, de acordo com a sua vivência nas situações que foi exposta. A sua aprendizagem já se iniciou. A sua construção já está em processo. Ao nascer, essa aprendizagem passa a ser mais direta (não há mais barreira e não há conexão física com a mãe) e diariamente a cada sensação, sentimento, necessidade suprida ou negada, uma aprendizagem é construída, afeições, vozes, cheiros e cores, ou seja, estímulos em geral que são as portas para essa aprendizagem.
http://www.paredro.com/design-thinking-una-nueva-estrategia-para-resolver-problemas-con-creatividad/

A aprendizagem humana é construída passo a passo, sempre que um estímulo de qualidade faça diferença no cognitivo. Os acessos de inserção são o sensorial-cognitivo, emocional-cognitivo e social-cognitivo, divido dessa forma, pois percebo que todas essas portas que nos acessam precisam passar como forma de conhecimento para que sejam apreendidas e mantenham-se na memória do sistema límbico, que mais a frente será reproduzida de acordo com o entendimento de cada um em forma de ação.
A cada situação que passamos, a cada conteúdo que chega até nós, recebemos um estímulo e se for o estímulo correto para nós, vai adentrar em forma de aprendizado, sendo registrado por uma nova rede neuronal. E assim será por toda a nossa vida, a cada aprendizagem, de acordo com a nossa capacidade no momento e da qualidade do estímulo que chega.
Hoje sabemos de toda essa jornada, mas pouco fazemos a respeito desse conhecimento em nossa sociedade.
Nossa linha de conhecimento hoje está livre na rede (internet), encontramos verdadeiros cursos gratuitos online, em formato de áudio, vídeo e texto, qualquer coisa que quisermos aprender é possível encontrar, uma realidade muito diferente de 30 anos atrás, que para adquirir qualquer conhecimento era necessário matricular-se em algum curso/escola, conversar com alguém ou ir a uma biblioteca.
O mundo mudou muito, encurtaram-se as distâncias, a forma de interagir e de nos abastecer de conhecimento.
Se o mundo mudou tanto e sabemos tão mais porque a escola é a mesma? Porque as crianças precisam ficar sentadas e compartimentadas ainda? Se sabemos que nossas emoções são tão importantes a nós e que elas fazem a diferença nos relacionamentos e até na cidadania, porque não temos uma educação emocional? E o nosso corpo, as duas aulas semanais de educação física são suficientes para o nosso pleno desenvolvimento motor? E o nosso lado espiritual (não é religião!!!), como desenvolvê-lo?
Somos tão complexos, tão amplos e precisamos de tão mais do que nos ofereceram até agora, podemos ser muito mais se aprendermos a ser mais.
A educação precisa ver o ser humano por inteiro, não somos necessários apenas no raciocínio lógico, o mundo está se globalizando cada vez mais e já passou do momento de globalizar o ser humano, vê-lo por inteiro e trabalhar com esse todo.
Essa é a minha proposta, é por isso que estou aqui repassando minha construção.

;)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A jornada Humana

Esse é um assunto “dual”, naturalmente complexo e simples.
Desde o momento em que as células de mamãe e papai unem-se, damos início a nossa jornada física, neste momento, de maneira quase imperceptível, mas o início de tudo.
Essas células irão se dividir, para somar, a cada dia um pouco mais funcionais e mais próximo do que seremos um dia, quando a formação se completa o próximo passo é a maturação, onde tudo está formado, mas não está pronto para o funcionamento do lado de fora.

**Deixando claro que essa é uma versão bem resumida do que ocorre conosco, pois cada etapa recebe uma denominação e uma função bem específica, a ideia não é relatar os passos, mas sim a ideia de jornada.**

De acordo com a Psicologia os bebês quando no ventre da mãe sentem as mesmas emoções da mãe, seja de prazer, dor, alegria, rejeição. etc., pois há reação do bebê a essas emoções.

A medicina afirma que o feto no terceiro trimestre da gestação consegue ouvir, distinguir as vozes de cada falante, sons do meio ambiente como uma buzina por exemplo, percebe diferenças de luz, dorme, sonha, acorda, sorri, chora, suga os dedos, sente prazer ou aversão a essas experiências. Quase um treino para o que virá a fazer quando nascer, a natureza preparando o bebê para o seu nascimento.

Com essas informações, podemos afirmar que a nossa jornada começa bem antes do nascimento, e por isso mesmo acredito que ela se dá desde o início da concepção, visto que cada célula tem uma função e está dentro de um corpo dotado de emoção e cognição que por sua vez alimenta essa formação.

Gosto de comparar a trajetória humana da pré-história aos dias atuais ao ser humano desde a sua concepção até o ápice de sua vida, que é o momento da vida em que todos os sistemas estão em maior equilíbrio.
É como se carregássemos toda a linha do tempo da humanidade em nós mesmos: Saímos do rudimentar, das sensações para a razão. Gosto dessa ideia ;)

Hoje temos muita informação sobre como muita coisa funciona, mas ainda temos uma imensidão de coisas a descobrir, principalmente sobre nós, sobre nosso funcionamento como um todo, como cada sistema interfere na parte e no todo, e como nossa mente age sobre nosso corpo.

Apoiada na psicologia e em minhas experiências, posso dizer que nossas emoções podem alterar o funcionamento do nosso corpo, é possível que uma pessoa sinta dores físicas sem ter alguma disfunção física ocorrendo, mas alguma dor emocional profunda que a pessoa trás para o físico, é como se fosse uma tentativa de mostrar a si ao mundo o que está de errado com ela, ao trazer essa emoção tão guardada e tão enraizada para o corpo físico ficasse mais fácil de resolver.

Como Fisioterapeuta já vi paciente sem nenhuma lesão neurológica se tornar tetraplégico e ficar anos a fio acamado e retomar alguns movimentos após anos de terapia, encarando pouco a pouco a sua dor. Já tive caso de uma pessoa que a cada vez que sentia medo ou se sentia acuada por algum motivo tinha dores tão fortes pelo corpo que mal se aguentava em pé.
E também já vi pessoas com diagnóstico terminal se recuperar rapidamente, e nesse caso não foram uma ou duas pessoas foram várias, pessoas com lesões neurológicas severas se recompor e voltar a falar, andar e ter vida normal… A ciência não tem uma comprovação sobre isso, o que se tem são achados e observações que nos levam a afirmar que sim, a nossa mente  altera o funcionamento do nosso corpo, levando a uma alteração do rumo da nossa vida.

Explanei essas situações para chegar ao ponto de que a nossa jornada é marcada por tantas reações emocionais desde o ventre de nossa mãe que deveria ser impossível que a ciência e a educação ignorassem esse aspecto do ser humano, buscando princípios físicos em primeiro lugar e educando apenas o raciocínio lógico, estranho isso, muito estranho.
Mas a humanidade lida bem com aquilo que pode ver, saiu do radar dos olhos, o problema se esvai, há alguns dias assisti ao vídeo do Bruno Temer no YouTube (link abaixo) e ele explicou perfeitamente uma ideia que tenho a muito tempo sobre nosso dilema com o lixo, colocamos num saco e o coletor de cada cidade leva embora e pronto, pra nós assunto resolvido, mas não foi, em realidade não se joga nada fora, porque não há lá fora, está tudo aqui dentro, o planeta é a nossa casa, apenas tiramos da frente dos nossos olhos, e isso é o que ocorre com o emocional, não vemos nossos sentimentos e muito menos os sentimentos alheio, apenas sentimos as reações e por isso essa foi uma questão ignorada e ainda é em partes, precisamos de inúmeras testagens para comprovar o funcionamento das emoções humanas, e creio eu, assim vamos levar a eternidade, mas isso não vem ao caso agora.

Percebo que tudo o que passamos nessa jornada se traduz em aprendizagem, começa muito antes do nascimento, muito antes da escola, muito antes da explicação de um adulto, é bem instintiva, sensorial e social.

Quando um bebê chega a esse mundo, está completamente pronto para absorver tudo o que lhe for entregue, toda a positividade e negatividade do mundo ao redor, a sua família lhe será sua primeira sociedade, não importando o formato. É a partir dessas pessoas que esse ser humano terá as suas impressões de mundo, de sociedade, de interação humana, de sentimentos, a sua primeira escola é o seu lar.
Quando falamos que a família é muito importante, ela é muito mais do que se imagina.

A jornada humana é baseada em percepção, emoção, cognição, aprendizagem e o retorno dessa aprendizagem ao exterior, num contínuo ciclo. Colhe-se as informações por essas vias, trabalha-se uma conceituação e imprime-se esse conceito no mundo físico através da experimentação, ou seja, o seu retorno.

O próximo material será sobre esse conceito de aprendizagem.

Espero que tenham curtido, deixem comentários para aumentar nossos conceitos com trocas.

Abraços

Bruno Temer
https://www.youtube.com/watch?v=9XH-_2cJ9-k

Canal Pedagogia da Evolução - Jornada Humana
https://youtu.be/p-tRmd9b6Xo



Ausência de comunicação na família e os reflexos na convivência social

ANAIS DO CONGRESSO INTERNACIONAL MOVIMENTOS DOCENTES Volume VI – 2021  pg. 733 ISBN: 978-65-88471-34-0 DOI: 10.47247/VV/MD/88471.34.0   RESU...